Ophicina de Sonhos: um retorno ao rock dos anos 70

ophicina de sonhos

Boa tarde galerinha, estou aqui nessa quinta – feira cheio de trabalhos, para vos apresentar uma outra banda. Hoje vamos falar de rock progressivo lá de Maceió, os influenciados por rock dos anos 70 como Led Zeppelin, Black Sabbath, Yes, Rush, Pink Floyd entre outras que vocês saberão ao ler a mega entrevista. Eles são a OPHICINA DE SONHOS. Nãooo, não é uma banda formada por videntes (risos), e sim, é formada pelos músicos phodas Thiago Franja (baixo/ vocal/ sintetizadores), Théo Oliveira (bateria /voz / efeitos) e Thiago Trindade (guitarra).

Vamos lá…

MR – Como e onde nasceu a banda Ophicina de sonhos?

Thiago H. – A Ophicina nasceu no dia 22 de novembro de 2008 (dia do músico) no bairro do Benedito Bentes na periferia de Maceió/Alagoas, eu: Thiago Franja (Baixo/Vocal) e Theo (Bateria) nos conhecemos na Ufal Universidade Federal de Alagoas no curso de História bacharelado, nas horas vagas vendíamos livros e revistas em frente a reitoria da Ufal sempre acompanhados de um violão e uma pifano (flauta indígena), no repertório: Casa das Máquinas, Som Nosso de cada dia, O terço, Led, Sabath, Purple, Floyd, Rush e etc…  Tocávamos em uma banda que tinha uma proposta muito boa mas não nos permitia a criatividade, vivíamos um momento onde criar era a regra com a condição de não ter limites, existia um amigo que estava vibrando na mesma frequência que nós então o nosso power trio estava formado, e diferente de outras bandas não começamos fazendo cover, desde o primeiro ensaio tocamos uma música autoral, uma composição do nosso primeiro guitarrista (Tony Torquato esteve na banda de 2008 a 2015) desde então seguimos na batalha da música.

MR – Qual estilo e bandas que influenciaram para a formação da banda.

Thiago H. – Nunca curtimos o lance da rotulação, acreditamos que a música tem que ser livre principalmente dos padrões da indústria cultural que dita regras e gostos em nossa sociedade, bom, o rock progressivo do anos 70 sempre foi nossa maior influência, bandas como: Rush, Yes, King Crimson, ELP, Pink Floyd e as brasileiras: O terço, Secos e molhados, Som Nosso de cada dia , Casa das máquinas, A bolha, a fase prog dos Mutantes (O A e z, tudo foi feito pelo sol, Cavaleiro negros e Mutantes ao vivo) entre outras coisas obscuras daquela época e coisas novas também que ajudaram a esculpir o nosso som, mas entre tantas coisas boas a maior influencia da ODS é o RUSH, é o nível de excelência musical que queremos alcançar um dia.

MR – O que inspiram vocês a compor?

Thiago H. – A influência da máquina (sistema)  no comportamento da humanidade acredito que seja a maior inspiração para as composições atualmente, nos percebemos em um mundo que não nos permite ser quem somos de verdade, enquanto agentes transformadores não somos os protagonistas de nossas vidas, somos parte na verdade de um projeto macabro de dominação coletiva, em meio a tantos gritos “diferentes” pregando liberdade esses gritos partem do são do mesmo lado e querem nos manter na ignorância e isso nos incomoda, a música é uma arma de transformação e elevação, acreditamos nisso.

MR – Qual é o maior sonho da banda?

Thiago H. – Levar a nossa mensagem ao maior número de pessoas que pudermos, sim, queremos e sonhamos com as coisas que o rock’n’roll pode proporcionar mas, sobre tudo, queremos que as pessoas passem a acreditar nelas mesmas, queremos romper os grilhões que as impedem de voar mais alto, se nosso som transformar cabeças por ai alcançamos nosso objetivo e isso não tem preço, sabemos da boa nova e queremos que todos saibam.

MR – Como vocês veem as bandas independentes nos dias de hoje. Tem espaço para todo mundo? Como é isso por aí?

Thiago H. –  Sabemos bem como é ser banda independente e autoral em nosso estado, as dificuldades são estremas e ninguém tem motivo pra continuar tocando, falta espaço, incentivo por parte da administração pública em relação a cultura (sabemos que não é o objetivo do estado) o público não sai de casa para prestigiar banda autoral, a preguiça mental das pessoas só permite a apreciação de bandas enlatadas (Cover) pois é mais confortável ir a um show sabendo o que vai rolar, isso é triste por que apesar de sabermos que isso faz parte do esquema de dominação imposto pelo sistema é da cultura local não prestigiar bandas que ainda não tenham uma certa projeção fora do estado, além disso as velhas panelas que acho que é uma doença social e é um fenômeno a ser estudado pela Harvard, bandas que tem prazer em ver a outra se fuder mesmo sabendo que isso prejudica o todo, porém aqui estamos e em outubro faremos 10 anos e não pretendemos parar.

MR – Conte sobre a música “Caos Sem Fim”, qual mensagem que quiseram passar para as pessoas?

Thiago H. – Caos sem fim, parte -1 é apenas um questionamento a “realidade” e sua verdadeira natureza. Vivemos em um mundo onde a realidade não é o que parece, vivemos uma sociedade completamente hostil as emoções, onde a humanidade nada mais é do que inimiga de si pois a dialética do dividir e conquistar anda funcionando muito bem, e que sua plenitude e domínio no mundo é a verdadeira e principal razão de todo o caos, o homem jamais alcançará a paz pois não a deseja, e mesmo se a tivesse dentro de si jogaria fora, vive cego diante do falso brilho de uma “civilização” que prega a paz e fabrica armas em massa, que fala de direitos iguais e é preconceituosa, onde tudo é inteligente menos as pessoas, trata-se de uma alegoria social uma metáfora a nossa “sociedade” ela está dividida em duas partes e mostra de forma clara o despertar de indivíduo diante da realidade que o cerca, ele percebe que não há diferença entre partido x ou y, entre A ou B são todos da mesma laia e vem a muito tempo enganando a humanidade, mas que há esperança e que assim como o sol se põe as máscaras caem e toda a realidade vem a tona, acreditamos que é necessário destruir para reconstruir algo melhor.

MR – Um disco do Pink Floyd e por que?

Thiago H. – Animals de 1977 pela inovação, criatividade e inspiração em uma das obras de George Orwell  “A revolução dos bichos”  (que gostamos muito) a critica feita  a sociedade daquela época foi feita de maneira inteligentíssima, as letras de Waters, a forma como Gilmour conduz os solos é mágica,  expor as fraquezas humanas  com pitadas de sarcasmo inglês é inspirador, é disco de cabeceira da ODS.

MR – Maior invenção do rock.

Thiago H. – Acredito que é a de estar desde de a década de 1950 se reinventando sem perder o propósito de ser uma música rebelde, revolucionária e destruidora de paradigmas e irá permanecer se reinventando enquanto existirem garotos e garotas com atitude e guitarras nas mãos e garagens mundo a fora.

Intensa essa entrevista, não? Vamos lá ouvir o som dos caras que fazem sucesso em Maceió, bora lá.

 

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